Se você calcula de vez em quando e monta seus próprios demonstrativos, uma ferramenta gratuita resolve — só confira as regras novas (Tema 1368) e as travas escondidas. Se o cálculo termina num documento protocolado, uma calculadora dedicada na faixa de R$ 30–50/mês se paga no primeiro PDF. Plataformas completas de escritório, de R$ 100+/mês, só valem se você usar o pacote inteiro — CRM, petições, módulos — e não apenas a calculadora.
A pergunta errada é "qual é a melhor calculadora". A pergunta certa é: o que acontece com o número depois que ele sai da tela? A resposta define quanto — e se — você deveria pagar.
01Os três perfis de ferramenta no mercado
Em 2026, as opções de cálculo judicial no Brasil se dividem assim:
- Gratuitas tradicionais. Veteranas, algumas no ar há décadas, com acervo grande de índices e tabelas de tribunais. Fazem a conta certa na maioria dos casos — inclusive as mais atualizadas já aplicam a taxa legal do Tema 1368. O preço se paga em experiência: interfaces antigas, saída em planilha simples pra você formatar, e nenhum suporte.
- Calculadoras dedicadas. Ferramentas focadas só em cálculo, com interface atual e documento final pronto (PDF com memória). Custam tipicamente entre R$ 30 e R$ 50 por mês nos planos cheios — o Goothy Law está aqui, com um plano gratuito de 5 cálculos/mês.
- Plataformas de escritório. Sistemas completos: dezenas de calculadoras, CRM, modelos de petição, módulos previdenciários com importação de dados do INSS. Partem de R$ 100+/mês. O que você paga não é o cálculo — é o ecossistema.
02As travas que ninguém anuncia na home
Antes de escolher "a gratuita", teste estes três pontos — são as travas mais comuns do mercado:
- Período retroativo limitado. Algumas ferramentas anunciam plano grátis, mas ele só atualiza valores de 1 ou 2 anos pra trás. Processo judicial médio dura mais que isso — na prática, o grátis não serve pro seu caso e você descobre depois de cadastrar.
- Teste que vira assinatura. "Teste por alguns reais" com renovação automática no preço cheio é a reclamação número um do setor nos sites de defesa do consumidor. Prefira ferramentas em que o grátis não pede cartão de crédito.
- Memória de cálculo oculta. Se a ferramenta dá só o total, sem mostrar índice a índice e mês a mês, você não consegue se defender de uma impugnação. Memória aberta não é luxo — é requisito.
03O teste prático de 10 minutos
Pegue um processo real seu e rode a mesma atualização em duas ferramentas. Depois responda:
- Os totais bateram? (Se não, a memória mês a mês mostra onde divergem — e qual está aplicando a regra atual.)
- O que saiu no final: um documento pronto pra anexar, ou uma planilha pra você retrabalhar?
- Quanto tempo você levou do primeiro clique ao arquivo salvo?
O tempo economizado, multiplicado pelos cálculos que você faz por mês, é o valor real da ferramenta — compare com a mensalidade e a conta se decide sozinha.
Atualização com Lei 14.905 e Tema 1368, memória mês a mês aberta, PDF profissional e PNG pra colar na petição. Sem trava de período retroativo no grátis.
Calcular grátis →04Resumo por perfil de uso
| Seu caso | Recomendação |
|---|---|
| Cálculo esporádico, você formata o demonstrativo | Gratuita tradicional — ou o plano grátis de uma dedicada, pra já sair com o PDF |
| Advogado autônomo, cálculo vira petição toda semana | Calculadora dedicada (R$ 30–50/mês) — o PDF pronto paga a mensalidade |
| Escritório que quer CRM, petições e previdenciário num sistema só | Plataforma completa (R$ 100+/mês) — desde que o pacote seja usado de verdade |
| Não é advogado, quer conferir quanto tem a receber | Modo guiado gratuito — perguntas simples, sem jargão |